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A norma de segurança para calçados de eletricistas mudou. Você sabia?

14/04/2020

A partir de 2017, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) atualizou a norma para calçados de eletricistas, estabelecendo novos parâmetros a serem cumpridos para que os calçados de Classe I (aqueles fabricados em couro, têxteis, laminados sintéticos, etc) sejam considerados "calçado isolante elétrico para trabalhos em instalações elétricas de baixa tensão até 500 V em ambiente seco". Mas, você sabe o que mudou? A antiga NBR 12576:1992 era somente uma norma de ensaio de tensão elétrica, onde era obtido o valor de corrente de fuga quando aplicada a tensão de ensaio. Ela apenas descrevia como realizar um ensaio, sem citar especificações nem sequer com relação ao resultado de corrente de fuga (não especificava o valor aceitável de corrente de fuga, este valor era estabelecido na antiga NBR 12561). A nova norma ABNT NBR 16603:2017 é mais completa, pois contempla todos os requisitos normativos do produto calçado isolante elétrico de Classe I, incluindo requisitos de desenho, ensaios elétricos, ensaios não elétricos, marcações e informações aos usuários, além de definir as metodologias de ensaios, referenciando outras normas. Também descreve a metodologia de ensaio de corrente de fuga. Ou seja, é uma norma completa de especificações e métodos de ensaios. É importante ressaltar que a proteção elétrica neste tipo de calçado só se dá pelo solado e quando se deseja proteção elétrica pelo cabedal, deve ser utilizado o calçado do tipo II – todo polimérico ou todo elastomérico. A nova norma traz um impacto positivo na fabricação dos produtos, melhorando o trabalho dos profissionais da área, trazendo ainda mais segurança para o seu dia a dia. Segue abaixo os principais requisitos a serem cumpridos: * A resistência elétrica do produto deve ser maior que 1.000 MΩ. Cabe ressaltar que a resistência elétrica diminui consideravelmente em ambiente úmido, portanto, esta norma específica que este calçado deve ser ensaiado em condição extrema de umidade. Ou seja, a resistência elétrica também é medida na situação a úmido, onde o calçado é climatizado à temperatura de 23 +-2 ºC e umidade relativa de 85 (+- 5) %, durante sete dias (168h). Pela norma antiga, esse teste não era realizado. A partir dessa exigência, muitos calçados com sola de PU embora continuem com a mesma composição de antes, deixaram de ser considerados isolante elétricos por não conseguir esse desempenha em condição à úmido; * O isolamento elétrico do calçado deve ser capaz de suportar a aplicação de 14.000 V (rms) em 60Hz por 1 min, sendo que 0,5 mA é o valor da corrente de fuga e não deve passar disso. Entretanto, embora o valor de tensão de ensaio seja de 14 000 V, isso não implica que o calçado possa ser utilizado nesta tensão. A tensão de uso para o calçado especificado desta Norma é de 500 V; * Toda a região do dorso até o ressalto deve estar livre de costuras, inclusive não são permitidos solados blaqueados na região frontal do cabedal. Isto visa evitar corrente de fuga pelas costuras; * Os componentes de metal de qualquer tipo estão proibidos, sejam alma de aço, ilhoses metálicos, fivelas metálicas, zíperes, pregos, rebites, etc. Em calçados de segurança e proteção devem ser utilizadas biqueiras não metálicas. Em calçados com requisito contra penetração devem ser utilizadas palmilhas não metálicas; * É obrigatório o cabedal ser resistente à penetração de água, embora o calçado isolante elétrico da classe I seja destinado a trabalhos em ambiente seco. Porém, sendo resistente à água, vai proteger o trabalhador em situações em que, acidentalmente, pode haver contato com água, ou em casos que o trabalhador use o calçado de forma inadequada, como, por exemplo, em dia de chuva ou para deslocar-se em ambiente molhado; * É requisito obrigatório incluir e indicar as simbologias de resistência ao choque elétrico na parte externa do calçado, como introdução das marcações SI (segurança isolante elétrico), PI (proteção isolante elétrico) ou OI (ocupacional isolante elétrico). * Não são permitidos os requisitos adicionais abaixo, por prejudicarem o isolamento elétrico: CI - Calçado isolante ao frio do conjunto do solado; WR - Calçado com resistência a água; WRU - Cabedal com resistência a penetração e absorção de água; CR - Cabedal com resistência ao corte; FO- Solado com resistência ao óleo combustível. A Conforto conta com uma linha de calçados para eletricistas adequados às mudanças e às novas obrigatoriedades, com CA/Laudos novos, levando ainda mais segurança ao trabalhador.

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