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O Calçado de Proteção – Principais componentes e características

09/06/2020

Para desenvolver um calçado que possa ser usado como equipamento de proteção individual (EPI) é necessário uma série de materiais específicos para assegurar sua eficácia. Cada atividade profissional específica demanda um tipo de EPI mais indicado que proteja o usuário das adversidades do dia. Embora os tipos de materiais possam ser específicos ao uso a que se destinam, todos calçados possuem "partes" comuns. Vamos tratar a seguir das principais partes de um calçado, para que você possa conhecer o produto e adequar sua composição conforme a sua necessidade. Cabedal Compreende toda a parte externa superior do calçado, que fica sobre a sola. É composto, normalmente, pela gáspea (parte da frente), laterais, traseiro e, em alguns casos, colarinho. Os materiais mais utilizados como cabedais são couro, microfibra, tecido, etc. A norma de resistência para um calçado tipo EPI varia de acordo com o material utilizado. Por exemplo: um calçado de couro deve ter resistência ao rasgamento de, no mínimo, 120N. Já um calçado de microfibra a resistência exigida é menor: 60N. Forro O forro é o material usado internamente para proteger o contato do pé com o cabedal. Normalmente ele é usado somente na gáspea, mas pode também ser usado internamente em todo o cabedal. Suas propriedades contribuem bastante para o conforto do calçado, pois o material usado pode contribuir para absorção e dessorção do suor e para manter a temperatura interna adequada. Solado Parte inferior do calçado, que se interpõem entre o pé e o solo. Por estar em contato com o solo, é a parte do calçado que deve garantir a resistência e, ao mesmo tempo, conforto e estabilidade na dose certa. Para calçados tipo EPI, eles normalmente são confeccionados em Poliuretano (PU) ou Borracha (SBR, Nitrílica). Em sua composição podem ser adicionadas características tais como resistência à altas temperaturas, ao óleo combustível, escorregamento, isolamento elétrico, entre outras. Palmilha de montagem É a palmilha que está localizada na parte interior do calçado, com função estrutural, unindo a parte inferior (solado) e a superior (cabedal): não tecido, tecido, papelão. Pode ser composta por materiais que promovam a resistência ao perfuro do calçado. Palmilha interna Peça inferior que entra em contato com o pé. Normalmente é uma peça removível e tem como principal atributo contribuir para o conforto interno do calçado, uma vez que pode ter características anti-impacto, de absorção de suor e antibactericidas. Os materiais de sua construção podem ser: EVA, poliuretano, látex, etc. Geralmente possui acabamento têxtil ou de material sintético. Biqueiras Peça fixada na região do bico do calçado com a finalidade de promover proteção contra quedas de objetos pesados sobre os artelhos. Normalmente são produzidas em aço, composite ou alumínio. É necessário tomar cuidado para não confundir as biqueiras de proteção ou segurança com as chamadas biqueiras de conformação: couraça ou biqueira plástica, que servem apenas para dar sustentação e formato ao bico do calçado, porém sem oferecer nenhum tipo de proteção. Para ser considerado um calçado de proteção, é necessário que a sua biqueira suporte um impacto de 100J e compressão de 10kN. Para ser considerado de Segurança, a resistência no bico deve ser de 200J ao impacto e 15kN à compressão. Nunca esqueça: verifique a composição do calçado e se ele é o mais indicado para proteger você na área profissional em que atua.

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