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A importância da Ergonomia no ambiente de Trabalho

27/07/2020

Também conhecida como a “Engenharia dos Fatores Humanos”, a Ergonomia visa o desenvolvimento e aplicação de técnicas de adaptação do homem ao seu ambiente de trabalho; técnicas eficientes e seguras de desempenhar as atividades laborais, visando a otimização do bem-estar do trabalhador e, por conseguinte, aumento da produtividade e eficiência das tarefas realizadas. Trata-se de uma importante ferramenta vinculada aos serviços de saúde e segurança ocupacional da empresa e que influencia diretamente na capacidade produtiva do trabalhador. Divide-se em três campos: o campo físico (Ergonomia Física - biomecânica da tarefa, gestos posturas, alcances para execução das tarefas, cargas erguidas ou deslocadas, movimentos micro e macro articular... ), o campo cognitivo (Ergonomia Cognitiva - aspectos psicológicos e mentais das tarefas, as exigências e sobrecargas mentais, as metas, a qualidade do produto, a quantidade, os prazos de entrega, a memorização das ações, as responsabilidades das atividades em suas mais variadas nuances) e o campo organizacional (Ergonomia Organizacional – aspectos do modo como o trabalho é realizado, horas e jornadas de trabalho, ritmo, cadencias, tempo para as atividades, as relações horizontais e verticais das relações humanas no trabalho, as filosofias administrativas das empresas, o processo de capacitação e habilitação técnica para as atividades, os clientes e tipo de mercado atendido...). O termo Ergonomia vem do grego ergon, que significa “trabalho”, e nomos, que quer dizer “leis ou normas”. Nesse passo, pode-se dizer que a Ergonomia é o estudo científico das relações entre “homem e máquina” que se preocupa com a segurança e eficiência do modo com que aqueles os dois interagem entre si e com o meio. Fica evidente que nesta relação deve existir o binômio conforto e produtividade atuando de modo sistemático. Dentre alguns de seus objetivos básicos estão: oferecer conforto ao trabalhador e prevenir a ocorrência de acidentes de trabalho, bem como de patologias específicas que possam ter relação com as suas atividades. Os procedimentos ergonômicos tem por foco a redução da fadiga (cansaço) físico e mental, bem como tornar eficientes os procedimentos que se propõem ao trabalhador realizar ao longo de sua jornada, que se estendem em suas relações por semanas, meses e anos. Para tanto, propõe a criação de métodos laborais e sistemas de retribuição de acordo com a capacidade interindividual e intraindividual, determinando horários; ritmo de trabalho, dentre outros procedimentos, sempre comtemplando os trabalhadores sob uma ótica humanitária. Fica evidente em suas propostas que não é o trabalhador que deve se adaptar às condições de trabalho, mas ao contrário, o trabalho que deve se adaptar ao trabalhador. A fundamentação técnica e legal está fundamentada na norma regulamentadora no 17 (Ergonomia) do Ministério do Trabalho e Emprego, regulamentada pela Portaria No 3.214, de 08 de Junho de 1978, que aprova as normas regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. Nesse passo, para garantir a eficácia desta norma, de acordo com o que estabelece o subitem 17.1.2 da norma regulamentadora no 17, cabe ao empregador realizar a chamada análise ergonômica do trabalho, através de qualquer profissional capacitado para tal que irá elaborar um laudo descritivo das condições ergonômicas do ambiente de trabalho. A Aplicação desta ciência no ambiente de trabalho dar-se á através dos seguintes passos: 1) – Elaboração do Programa de Ergonomia, que consiste no levantamento dos riscos ergonômicos e na concepção do programa de ergonomia; 2) – Conscientização dos Funcionários, que se dá através de treinamentos e palestras a conscientização dos funcionários acerca dos riscos ergonômicos e sua prevenção; 3) – Aperfeiçoamento do Programa de Ergonomia, que se dá através da correção e aperfeiçoamento do programa de ergonomia aplicado no ambiente de trabalho. Hodiernamente, as empresas que pretendem sobreviver ao mercado globalizado e extremamente competitivo, devem desenvolver uma estrutura ergonomicamente projetada para seus trabalhadores, visando não apenas aumentarem a produtividade destes, mas também com o fito de melhorar constantemente a imagem da empresa junto aos seus colaboradores. Em uma época na qual a valorização dos funcionários; trabalhadores é essencial e indispensável, deixar de lado o bem estar e a saúde destes é certamente colocar em risco investimentos e não apenas resultados. Daniel Barcelos Fisioterapeuta do Trabalho Ergonomista CREFITO/RS: 107781 – F Julho /2020.

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