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A importância do conforto dos calçados profissionais como fator preventivo de acidentes

01/04/2021

A importância do conforto dos calçados profissionais como fator preventivo de acidentes Os calçados profissionais (segurança e ocupacional) são projetados para proteger os pés contra uma ampla variedade de incidentes, como impacto, compressão, perfuração, possíveis quedas, dores nos pés e são utilizados em diversas áreas, tais como na indústria, construção civil, combate a incêndios, entre outros. De acordo com normativas brasileiras, o trabalhador utilizando um produto certificado e dentro dos padrões adequados, minimizará possíveis acidentes que poderão ocorrer durante o desempenho da função. O Brasil ao longo das últimas 2 décadas tem agregado esforços para desenvolver metodologias e instrumentação para quantificar o conforto em calçados. Resultado deste empenho resultou em normas chanceladas pela ABNT que determinam os parâmetros ideais para um calçado confortável. Esses parâmetros de saúde e bem estar que determinam o conforto são: massa do calçado (ANBT NBR 14835) que é a quantidade de material utilizado para a confecção; distribuição da pressão plantar (ABNT NBR 14836) que é definida pela pressão que o pé exerce sobre o calçado; temperatura interna (ABNT 14837) define a capacidade que o calçado tem de manter o pé levemente aquecido e seco; Índice de pronação (ABNT NBR 14839) que determina o quão o calçado é estável durante o caminhar e a percepção do calce (ABNT NBR 14840) que parametriza os fatores determinantes para um bom calce. Durante a fabricação algumas condições como a massa, flexibilidade dos materiais utilizados, design dos calçados não estão relacionadas somente as lesões ocasionadas aos trabalhadores como por exemplo, dor e cansaço nos pés, lombalgia, hálux valgo (joanete), entre outros. Estes fatores podem afetar os membros inferiores e consequência disto, podem alterar a forma o caminhar do trabalhador. Corroborando ainda, observa-se que as propriedades mecânicas (dureza, rigidez, densidade, entre outras) do solado contribuem também para alterações na forma de caminhar, como por exemplo, a cadência, velocidade da caminhada e tamanho do passo. Outro fator importante durante o deslocamento do trabalhador é a capacidade com que o calçado absorve o impacto. O corpo humano tem artifícios para absorção do impacto durante o movimento, no entanto, a atividade continua e de longa duração faz com que seja importante a inserção de um calçado com um solado que apresente as características adequadas para absorver o impacto excessivo. O calçado confortável deve apresentar a segurança e capacidade de absorção impacto de forma otimizada, desta forma, reduzindo a fadiga, alterações neurológicas, entre outras, proveniente da alteração do padrão de caminhada. Para o aumento da produtividade e segurança do trabalhador é importante que o corpo humano mantenha a temperatura constante dentro de limites homeotérmicos da natureza de vida. Isto significa que o balanço entre a produção de calor e entrega de calor fique o mais equilibrado possível. No sistema, ser humano-calçado-clima, poderá o ser humano se sentir confortável somente se a atividade de mudança entre estes fatores esteja otimamente balanceada, ou seja, tudo que o corpo humano em especial o pé produzir de calor em excesso, o calçado com atributos de conforto contribuirá na dissipação para manter o corpo confortável. O calçado tem a função que apresenta de um lado o isolamento térmico e de outro uma boa permeabilidade de calor e umidade. O pé não pode, por exemplo, estar exposto a baixas temperaturas, pois isso reduz a sensibilidade e nem tão pouco as temperaturas elevadas, pois poderá ocorrer alterações fisiológicas e motoras. De acordo com senso nacional de lesões ocupacionais de Washigton nos Estados Unidos, as quedas são as segundas causas mais frequentes e fatais no trabalho. Ainda de acordo com o senso, escorregar ou perder o equilíbrio em uma escada estão entre as mais comuns, com uma frequência de 14 a 26% (Ministério do Trabalho dos EUA). Destes incidentes, grande parte está relacionado aos afastamentos por 31 dias ou mais e, cerca de 28% estão relacionados a indústria de serviços. Assim, é necessário desenvolver estratégias de prevenção de escorregões e quedas. Observa-se que a ação de escorregar está relacionada quando duas superfícies não atendem os requisitos de para tal tarefa. Muitos fatores estão ligados a diminuição desta interação entre o calçado e a escada, como por exemplo a angulação dos degraus, propriedades e design do solado que determinam o atrito, ângulo do corpo durante a escalada, entre outros. Um calçado que apresenta coeficiente de atrito adequado, tendem a minimizar os possíveis fatores de quedas durante a atividade diária. Outra forma de minimizar o deslizamento do calçado durante a caminhada é que o solado deve apresentar design funcional para escoar os contaminantes durante o contado do pé com o solo. De acordo com o observatório de segurança e saúde no trabalho, em 2018 o Rio Grande do Sul contabilizou o terceiro maior número de acidentes de trabalho entre os estados brasileiros contabilizados pelo documento oficial de registro de acidente (comunicação de acidente do trabalho – CAT). Foram 8% (51.849 acidentes) notificações no CAT contra 215.376 acidentes no estado de São Paulo (35%) e 64.888 acidentes em Minas Gerais (10%). Uma forma de evitar possíveis lesões, fraturas, traumas, entre outros é utilizar produtos que tenham procedência, certificação de aprovação e certificado de conforto. É notório que com a inserção da tecnologia do conforto nos calçados, o trabalhador tem a certeza que este está lhe proporcionando saúde e bem-estar e principalmente aumentando a sua disponibilidade diária e produtividade. RUDNEI PALHANO, Ph.D Doutor em Biomecânica Coordenador do Laboratório de Biomecância do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos - IBTeC

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