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Passos para recomeçar

14/06/2017

Matéria: Revista Proteção Assinada por Ana Claudia Machado Era madrugada do dia 28 de fevereiro do ano passado quando o fogo começou a se alastrar pela fábrica da Conforto, empresa especializada na produção de calçados de segurança, localizada em Estância Velha, a 40 km de Porto Alegre (RS). Mesmo com o trabalho do Corpo de Bombeiros, 80% do parque industrial foi destruído. “Sobrou apenas parte do almoxarifado, além de parte da área de Corte e Costura e do setor administrativo”, lembra João Altair, diretor presidente da empresa. Segundo ele, esses espaços só foram preservados porque estavam próximos de um reservatório de água que se rompeu durante o incêndio, o que fez a água escorrer e não deixou o fogo avançar ainda mais, agindo como uma barreira física natural. De acordo com Altair, a surpresa do incêndio só não foi maior que a notícia inesperada que veio logo depois: fabricantes de máquinas do ramo calçadista da região ligaram se oferecendo para emprestar maquinários e equipamentos para que ele pudesse retomar a produção, assim como diversos fornecedores e parceiros. Além disso, os donos de uma planta industrial desativada, localizada próxima à empresa, também se propuseram a ceder, de imediato, o espaço para a abertura de uma espécie de filial. Somado a todas essas fontes de ajuda, houve também esforços da comunidade, funcionários, sindicato e prefeitura. “Todo esse apoio foi como uma luz que nos animou a continuar”, comenta o fundador da Conforto. “Desde então, a empresa foi se reajustando à uma nova fase, repleta de desafios, mas com a garra necessária para não desistirmos”, diz. A empresa foi dividida em duas: um grupo de funcionários continuou trabalhando na matriz, na parte administrativa e partes iniciais do processo de produção, e o restante foi direcionado à planta industrial, onde foi instalada a filial, responsável por continuar a produzir os EPIs. “Fizemos um plano de ação para atender aos pedidos que já estavam conosco. Um mês após o incêndio a produção já estava regularizada”, afirma Altair. O processo de reconstrução da antiga fábrica, no entanto, foi mais lento. “Precisamos aguardar toda a documentação e etapas relacionadas ao seguro, perícias e os laudos do incêndio”, explica. De acordo com o executivo, esse processo exigiu auxílio e coordenação dos técnicos da seguradora, na tentativa de pronto-atendimento por meio de auditorias constantes e alinhamento da reconstrução sob as modernas normas de desempenho e segurança. Pouco mais de um ano depois, a equipe da Conforto comemora o fato de a empresa ter conseguido voltar para a matriz. No último dia 6 de março, a nova sede foi reaberta, com um prédio erguido sobre as cinzas do que restou da antiga unidade. “Aumentamos a área ocupada e agora temos em torno de 5 mil m2 de área total. Além disso, como fizemos um projeto sob a supervisão de uma equipe de engenheiros, focando nas modernas técnicas de ergonomia, PPCI e lean manufacturing, houve uma completa modernização do layout e do ambiente do chão de fábrica, o que nos permitiu aumentar também o poder de produção”, explica Altair. Ainda de acordo com ele, apesar da capacidade instalada ser 30% maior, a empresa não está operando no limite. “Estamos acompanhando o mercado e a retomada da economia. Mas, de qualquer forma, já percebemos um crescimento de 15% nos negócios em relação ao mesmo período do ano passado”, finaliza o executivo

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